Monday, November 02, 2009

Quando o fim finalmente chega...

Estava eu no Japão, feliz da vida, a escrever regularmente neste blog sobre a minha estadia no país do Sol nascente...

De repente, chegaram as notícias...

Não eram boas...

Fiquei em estado de choque...

De choque e em negação...

Parei de escrever...

Fiquei umas noites sem dormir...

Fiz de conta que tudo estava igual...

Esforcei-me imenso...

Tentei dividir-me e fechar a parte de mim que sabia a verdade...

Tentei agir como se tudo estivesse igual e não me tivessem dito nada...

Enfim, custou bastante, sabê-lo, ainda por cima com uma série de circunstâncias em volta da situação.

Não sei se escreverei sobre o assunto. Por um lado imagino que sim, porque merece ser escrito; por outro não, provavelmente só porque a dor ainda está muito recente, ou talvez por ser algo demasiado pessoal.

Em todo o caso, seria um post bem grande, do tamanho dele.

Por agora, só há uma coisa que posso dizer aqui...

Adeus, avô...

Tuesday, September 15, 2009

Mais experiências no Japão

Para alėm de muitas pequenas experiências como fazer compras num supermercado, interagir com pessoas com quem não possuo qualquer língua em comum, tentar utilizar websites completamente em japonês e até mesmo usar o metro em hora de ponta, os dias por cá têm sido preenchidos com algumas aventuras dignas de nota.

No Sábado fomos a outro estado, para uma aula de judo.

Há algo de impressionante em treinar com pessoas com quem não se consegue falar, e também com pessoas que treinam horas por dia, sete dias por semana, anos e anos a fio.



Foi divertido, educativo e extenuante. Até o pescoço me ficou a doer.

No Domingo fomos a Harajuko, como não podia deixar de ser.

Os rockabillies continuam por lá.



Hoje vão-me levar a umas cavernas.

Não sei o que são nem onde são, mas como vai ser tudo organizado pela Kaori, disse que sim e cá vou eu.

Por falar na Kaori, ela fez o jantar no Sábado: Genghis Khan.



Mais uma fantástica refeição entre um mundo de iguarias: nesse mesmo dia almoçamos um excelente Tonkatsu naquilo que eu diria ser o equivalente a uma tasca em Portugal, e ainda ontem tivémos direito a uma refeição Irlandesa, cortesia dos nossos anfitriões.

Hoje, se houver tempo, devo aceitar um outro convite para ir comer sushi, mas não será um sushi qualquer.

Já cá comi sushi melhor e pior que o que se consegue encontrar em Portugal, mas no sítio onde iremos hoje (se regressarmos cedo das cavernas) paga-se uns 100 euros por cabeça, pelo que estou expectante.

Outros possíveis planos para a semana incluem Sumo (começa agora o campeonato), Disney World (sim, cá também há disso) e Karaoke, entre mais uma série de coisas.

Não vai haver tempo para tudo certamente.

Vou ter que cá voltar.

Que chatice.

Tuesday, September 08, 2009

Primeiras fotos de Tóquio

São 5:15 da manhã e o Sol está prestes a despontar.



Hoje há algumas núvens no ar, mas nem isso estraga a vista que temos da varanda.



Mais fotos aqui.

Tóquio

Eis a minha primeira tentativa de um vídeo em Tóquio.

Amanhã faço o mesmo com luz do dia, possivelmente depois de já saber mexer um pouco mais com a funcionalidade dos vídeos.

Monday, September 07, 2009

Tóquio, a grande metrópole

Onde agora se encontra Tóquio existiam antigamente 23 cidades.

As ditas foram crescendo até se entrelaçarem umas com as outras, e eventualmente juntaram-se oficialmente para formarem uma única cidade.

Lisboa tem 84 quilómetros quadrados.

Tóquio tem 2,187 quilómetros quadrados.

Sim, é assim tão grande.

26 Lisboas juntas, com a diferença de que tem muitos mais prédios e muito mais organização.

Yokohama, a segunda maior cidade do Japão, com 437 quilómetros quadrados, também já está entrelaçada com Tóquio. Para alguém que não conheça, é impossível passar de uma cidade para outra e dar por ela.

Hoje vou tentar tirar fotos.

Sunday, September 06, 2009

A casa

Comecemos pelo edifício.

39 andares, 15 apartamentos por piso, com a excepção dos últimos, que têm menos e maiores habitações.

Os apartamentos neste edifício não são pequenos. É um prédio de luxo.

Há duas recepcionistas no hall de entrada (que mais se assemelha à entrada de um hotel de cinco estrelas, mas melhor), uma biblioteca, um ginásio, uma sala comum com enormes ecrās de televisão e cadeiras que fazem massagens, etc. Ainda não vi tudo.

Há imensos pormenores de segurança, como uma equipa de salvamento (basta carregar num dos botões de emergência e eles vêm a correr para nos salvar do que quer que seja (eu sei porque já se experimentou).

Estamos no vigésimo quarto andar, com uma vista absolutamente brutal. Há cidade a perder de vista. Ao longe, se o tempo estiver limpo, vê-se o monte Fuji.

A casa tem dois quartos grandes, uma cozinha bonita e espaçosa, uma sala de meter inveja a muita gente e mais uma série de compartimentos como o escritório e uma excelente varanda.

Só o chuveiro é maior que o meu quarto de banho em Portugal (e o dito até nāo é pequeno).

Na casa anterior da minha anfitriā, a professora de japonês dela fazia comentários sobre a dimensāo da casa: talvez tivessem uma grande família e por isso necessitariam de tanto espaço, por exemplo.

Aqui, pelos vistos, já nāo tece comentário nenhum. Resignou-se e assumiu que são ricos.

Nunca estive tão bem alojado. Acho que quando for para ir embora vāo ter que chamar a equipa de segurança para me arrastar porta fora, porque eu claramente não vou querer sair...

Directa

Levantei-me às sete da manhã de Sábado para apanhar o avião.

26 horas depois (sem nenhuma de sono) estava no Japão; a hora local era 13:00; estava cheio de sono, mas com dilema pela frente: podia ceder à tentação e ao cansaço ou podia manter-me acordado durante mais umas 11 horas para depois começar a minha estadia sem tanto jetlag.

Foi difícil, mas consegui.

Visitamos Akihabara - a cidade electrónica - e depois fomos comer carne.

E que melhor maneira de comer carne do que ir a um restaurante tão grande que ocupa um edifício inteiro de 8 pisos?

E sim, estamos a falar de um restaurante que pecava (no bom sentido) tanto em qualidade como em quantidade.

Dependendo dos pisos, o serviço é diferente; num dos pisos, por exemplo, a pessoa cozinha o seu próprio bife.

O preço é proporcional ao andar. A vista, fabulosa.

Mais posts brevemente.

Agora vou dormir.

Uma viagem como deve ser

Fizemos o check-in online.

Chegamos ao aeroporto e deixamos a bagagem no Drop-off.

Embarcamos à hora certa e fizemos uma viagem calma até Londres.

Aterramos, fomos ao balcão da Japan Airlines para fazermos o segundo check-ing e informaram-nos:

- Os senhores foram promovidos para Premium Class.

Seguiu-se um belo dum hamburguer no TGI Friday's.

Compramos um carregador e um adaptador que nos tínhamos esquecido de trazer.

Embarcamos no voo em direcção a Tóquio e sentamo-nos em duas largas e confortáveis cadeiras.

Serviram-nos comida excelente e apaparicaram-nos q.b.

Ligamos os portáteis à corrente durante a viagem e divertimo-nos bastante.

Vimos o nascer-do-Sol algures por cima da Sibéria.

Para umas belas férias, nada como um belo começo.

Saturday, September 05, 2009

A caminho do Japão

Amanhã de manhã parto em direcção ao Japão.

Duas semanitas de férias, das quais bem preciso, no país do Sol Nascente.

A mala está feita, os planos também.

Agora um aparte...

É curioso como a superstição pode atacar alguém, é interessante ver os truques que a nossa mente nos prega...

Uma pessoa comum, por exemplo, teria talvez receio de viajar no voo 13...

Mas nós... Nós vamos no voo 404...

Pior que isto só mesmo um 501...

Sunday, August 23, 2009

Dia 244 de 1001 :: 13+3 tarefas concluídas

12 - passar a correr regularmente (fazer pelo menos 10 corridas no espaço de 3 meses)

Já foram bem mais de 10 corridas em bem menos de 3 meses.

Já consegui triplicar a distância da minha primeira corrida e duplicar a minha velocidade (que é como quem diz que passei de 1 quilómetro a menos de 5km/h para 3 quilómetros a 9km/h).

16 - organizar a YAPC::EU::2009 com sucesso

Apesar do clima económico de que toda a gente se queixa e de termos as grandes empresas que costumam patrocinar a dizer-nos que não, o evento foi um sucesso.

Conseguimos terminar a conferência com lucro.

Tivemos uma das maiores participações da conferência até à data (328 pessoas), e mais do que a conferência homónima na América do Norte (283 pessoas).

Tivemos um lucro financeiro maior que os dos anos anteriores, e só a facturação deste ano representa quase 40% da facturação total de todas as conferências desde 2005 (esta incluída).

Depois de três dias com um programa ambicioso, muita comida e muitos eventos paralelos, o público aplaudiu de pé.

Eu fui para casa e passei o fim-de-semana a descansar.

17 - deixar de ser o Community Relations Leader da TPF

Já está.

Ainda não há ninguém para me substituir, mas pelo menos já há quem esteja com a pasta temporariamente e eu já tenho menos uma tarefa sob a minha alçada.




Prestes a serem concluídas:

32 - Tornar a ir ao Japão

Parto dentro de duas semanas, e duas semanas por lá ficarei.

Desta vez levo alguém comigo e tenho umas ideias muito concretas quanto ao que fazer e ver durante a viagem.




Algumas tarefas são mais morosas ou complexas mas são ao mesmo tempo mais facilmente mensuráveis em termos de percentagem de conclusão.

Aqui vão algumas:

14 - a 30% (esta tem que ser concluída ainda este ano; de preferência o mais brevemente possível)

38 - a 83%

40 - a 75%

71 - a 50%

74 - a 50%

80 - a 70% (esta está a demorar, mas é agradável...)

101 - a 16% (esta vai ser a última a ser concluída)

Tuesday, July 28, 2009

Sabemos que somos uns alarves...

...quando chamamos a empregada para pedir mais e ela solta um alto e espontâneo "Já?"

...quando temos que pedir que tragam mais garrafas com molho de soja...

...quando em vez de dizermos quais são os números que queremos dizemos coisas como "do 18 ao 26, do 30 ao 34..."

...quando consideramos que usar expressões regulares para pedir seria um bom avanço...

...quando temos que discutir quem faz o próximo pedido porque já todos temos vergonha...

...quando o número de tabuleiros que vem para a mesa no total é igual ao número de pessoas na mesa...

...quando finalmente conseguimos considerar uma refeição terminada com uma média de dois tabuleiros por cada três pessoas e alguém na mesa comenta que é um novo recorde para nós e que estamos a conseguir reduzir bastante...

...quando a mesa ao lado chega bem depois e sai bem antes de nós, com um ar extremamente satisfeito...

...quando os cozinheiros nos olham de canto por sermos os únicos que ainda os estão a obrigar a estar ali...

...quando chamamos alguém para pedirmos os cafés e a pessoa já está resignada e se prepara para anotar o nosso próximo pedido...

O que vale é que agora faço exercício, senão por esta hora em vez de andar já rebolava...