Saturday, February 23, 2008

Tarefas críticas

Não há nada como entregar uma tarefa crítica a alguém e, passados uns minutos, receber um sms da pessoa a dizer, única e simplesmente:

- Oops...

Bem, já me ri mais hoje do que na semana anterior toda.

Thursday, February 21, 2008

É hoje, é hoje, é hoje!

SUUUUUUUUUUUUUUUUUSHHHHHHIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!

Pensamento actual

É engraçado como por vezes descuramos as pessoas que realmente merecem a nossa atenção em prol das pessoas que não a merecem...

Monday, February 18, 2008

A pergunta que se impõe é...

...Onde é que se meteu toda a gente no preciso momento em que quero convidar alguém a ir a um restaurante japonês?

Ó Manuel Luís Goucha... Ganha juízo!

Fazia eu zapping para tentar perceber a dimensão das cheias em Lisboa quando paro na TVI.

Tinha acabado de começar o programa do Goucha.

Ele e a sua co-apresentadora comentavam alegremente as imagens que iam passando.

A dada altura mostra-se um túnel inundado com um carro vazio lá dentro e um reboque a tentar ir buscá-lo (acho que qualquer pessoa que tenha visto televisão hoje de manhã deve ter visto aquela imagem, porque a estavam sempre a repetir).

O nosso Manuel diz então, com a alegria de um tripeiro anti-capital:

- E aqui temos o túnel do Marquês inundado! Não sei, é um túnel novo, se calhar tem algum problema...

E eu digo...

Ó Manuel...

Ó Goucha...

Ganha juízo, pá...

Chamares túnel do Marquês ao túnel do Campo Pequeno fica-te mal, pá...

Friday, February 15, 2008

Sweeney Todd é...


...Uma verdadeira obra de arte.

Não vos vou estragar a experiência e só vos vou dar pormenores que se adquirem nos primeiros minutos do filme, pelo que podem ler o post à vontade.

Sweeney Todd, um homem desfeito por dentro, regressa a Londres.

Há 15 anos atrás, um juíz que lhe cobiçava a mulher acusou-o injustamente e enviou-o para o exílio.

15 anos de desespero e de raiva, de auto-destruição e sede de vingança.

Sweeney regressa então a Londres e procura saber da sua mulher e da sua filha.

Depois de descobrir o destino que a sua família teve, Sweeney começa a preparar a sua vingança... E quando falo em vingança, esta mete o Conde de Monte Cristo no bolso...

Deixo-vos uma pequena cena do filme, que contextualizo da seguinte forma:

- Sweeney acaba de saber do destino que a sua mulher e filha tiveram
- Mrs. Lovett diz-lhe que encontrou e escondeu as suas lâminas
- Mrs. Lovett tem um fraquinho por Sweeney
- Mrs. Lovett entrega as lâminas a Sweeney
- Sweeney recebe as lâminas e trata-as por "My Friends" ("minhas amigas")

Coloquem os auscultadores e vejam tudo do princípio ao fim (não chega a 4 minutos), que o crescimento da cena é excelente e o final apoteótico.

Se possível, vejam em full screen.



Este é apenas um pequeno excerto de uma excelente obra, e nem é dos melhores, mas foi o que consegui encontrar disponível online; mas não procurem mais, vão ver o filme, ao cinema, num ecrã gigante.

14 de Fevereiro

Sem mais nem menos ela diz-me para tirar a roupa.

Eu tiro.

Sem pressa.

Com calma.

A temperatura no quarto está amena.

Sem saber bem como, dou comigo já deitado.

Ela espalha-me um líquido no corpo, como que um óleo de massagem.

O que se segue é rápido.

Uns dez minutos.

No final ela elogia a minha performance.

Enfim...

Mais um electrocardiograma...

Wednesday, February 13, 2008

Eu sou a lenda...

...das piores adaptações de uma obra literária a filme alguma vez feitas, mas é!

Não me entendam mal, o filme até é engraçado, mas... Se o iam alterar tanto, não podiam ter usado um título diferente?

Descubra as diferenças:

(sim, eu sei que há aqui um espaço em branco enorme; a culpa é do Blogger, que mete estas linhas todas antes da tabela)












































































No livro...

No filme...

Robert Neville é, aparentemente, o último homem à face da Terra

Robert Neville é, aparentemente, o último homem à face da Terra

Para além de Neville, há zombies e vampiros, humanos infectados que não toleram a luz

Para além de Neville, há os noctívagos, humanos infectados que não toleram a luz

A filha e a mulher de Neville sucumbiram à praga; como Neville decidiu enterrar a mulher em vez de a incinerar, como exigiam as autoridades, ela regressou como vampira, atacou-o e ele viu-se forçado a matá-la

A filha e a mulher de Neville morreram num desastre de helicóptero

Neville procura uma cura

Neville procura uma cura

Neville barrica-se em casa todas as noites e sai durante o dia para recolher mantimentos e matar vampiros

Neville barrica-se em casa todas as noites e sai durante o dia para recolher mantimentos e esporadicamente capturar noctívagos para continuar os testes para a sua pesquisa pela cura

Todas as noites a casa de Neville é cercada e os zombies tentam entrar

Os noctívagos não fazem ideia de onde Neville mora

Neville encontra uma mulher

Uma mulher encontra Neville e salva-o de morte certa no último instante

A mulher está sozinha

A mulher traz consigo uma criança

A mulher é na realidade um vampiro que se faz passar por um ser humano normal para capturar Neville

A mulher vai a caminho de um campo de sobreviventes

Neville não encontra a cura

Neville encontra a cura

Neville é capturado


Neville morre para ajudar a mulher a fugir com a cura


Neville compreende que os vampiros já não são uma lenda, são uma realidade, e ele sim, é a lenda, o caçador que durante o dia sai para os matar

Neville é considerado uma lenda por ter descoberto a cura

Neville é, aparentemente, o último homem à face da Terra

Afinal havia um campo de sobreviventes e a mulher chega até lá com a cura



O filme, realmente, está bem feito. Tem um excelente actor, bons efeitos especiais, boa direcção, boa banda sonora...

Só não tem é nada a ver com o livro no qual se baseia e ao qual foi roubar o nome e dar-lhe um novo significado.

Ou seja, alguém leu o livro, achou giro, decidiu adaptá-lo a uma longa metragem, e de repente alguém disse:

- Pois, mas a história tem um final triste e inglório para o herói... Assim não presta, vamos mudar a história e por um final dos do costume, que assim toda a gente gosta!

Mas que raio de mania de se evitar finais trágicos!

Descubra as diferenças...

Entre a suposta Pizza Atlântica da Telepizza...



E o trambolho que me apareceu lá em casa...

Tuesday, February 12, 2008

Decisões


Só podemos fazer uma escolha até uma dada altura.

Chegada essa altura, se não fizermos uma escolha, é a escolha que nos faz a nós.

Bolas, que há decisões que são mesmo complicadas de tomar...

Monday, February 11, 2008

Metropolitano de Tóquio

Para dizer a verdade, acho que falar japonês vai ser o menor dos meus problemas...

Sunday, February 10, 2008

Basquetebol

Este fim de semana fui ver um jogo de basquetebol.

Dizem que o desporto dá saúde, mas eu não acredito... Vi duas pessoas serem retiradas do campo em braços, depois de duas entorses que certamente irão levar tempo a sarar...

Em todo o caso, vou-vos dizer o que aprendi...

Basquetebol...

É um jogo...

EX

TRE

MA

MEN

TE

...

SEXY

...

Sim...

Era basquetebol feminino.

Por outro lado, se calhar a coisa não foi sexy por causa do jogo em si, mas sim por causa da capitã de uma das equipas...

Wednesday, February 06, 2008

Dexter - começa hoje


Começa hoje, na 2:, a primeira temporada de Dexter, uma das mais fabulosas séries que vi ultimamente.

Michael C. Hall foi nomeado duas vezes para o Golden Globe de "Best Performance by an Actor in a Television Series - Drama". Da primeira vez perdeu para Hugh Laurie, o famoso Doctor House, e da segunda para Jon Hamm, por Mad Men (também tenho que ver essa).

Vejam.

Recomendo vivamente!

Mas, mas, mas...


É naquela... Eu não sei se queria um filho meu a participar num concurso com este nome...

Cloverfield

Este sim, um belo filme.

Primeiro vou-vos dizer sobre o que este filme não é.

Este filme não é sobre um gigantesco monstro que ataca Nova Iorque, destruíndo prédios como quem tropeça em legos e causando a confusão geral numa cidade repleta de pessoas que tentam desesperadamente escapar a uma morte certa nas presas deste ser ou uma menos certa causada pela derrocada de mais um prédio enquanto o exército tenta
por todos os meios travar a besta.

Não, este filme não é sobre isso, pois se fosse eu não o teria ido ver duas vezes.

Este filme é sobre o jovem que está prestes a ir trabalhar para o Japão e que vai deixar tudo para trás, incluindo a miúda que mais adora.

E quando tudo parece perdido, este jovem declina uma chance de sobrevivência escapando da cidade em prol de uma tentativa heróica e claramente suicida de se dirigir ao centro da cidade em salvamento da sua mais-que-tudo.

Nada de Hollywoodices.

Nada de explicações absurdas.

Apenas o caos, a destruição, e a certeza de ter que fazer algo.

Um filme fora do comum que me consegue dizer muito.

Die Hard o caraças...

Falemos primeiro de uma saga como Blade.

O primeiro filme até foi giro.

O segundo foi menos bom.

O terceiro? Eu nem chamaria aquilo um filme... Caçar vampiros com auscultadores nos ouvidos e música nas alturas? Mas isto cabe na cabeça de alguém?

Enfim, parece ser algo comum, isto das sequelas serem cada vez piores, e Die Hard não é excepção.

O primeiro foi bom.

O segundo foi menos bom, mas também foi giro.

O terceiro? Realmente foi mauzinho, mas... Pelos vistos alguém deve ter dito: "Calma! Nós ainda conseguimos fazer pior!" E toca de o provar a todo o mundo.

O filme conta com muita informática sem sentido que faz as disquetes que tenho no sotão tremer de medo.

Na primeira cena de acção, Bruce Willis, armado unicamente com uma pistola, consegue deter um grupo de cinco criminosos com armas pesadas.

Então? O gajo não era polícia, só? Quando é que ele teve treino especial?

A coisa procede enquanto Bruce se debate com miúdas do kung-fu (cair do segundo andar e regressar lá acima dentro duma carrinha é lindo), helicópteros e, até mesmo, um F-35 (que só deverá existir em 2012).

E sim, ele até do F-35 trata, munido apenas de um camião!

O filme é tão ridículo que eu nem sei como é que depois também não apareceu um Space Shuttle.

Anyway, a única coisa que eu tenho para dizer aos produtores é o seguinte: Nós já percebemos! Nós já sabemos que para vocês não há limite, que conseguem sempre fazer algo pior! E com isto quero deixar bem claro que nós já acreditamos, e que não é preciso fazer outra destas para nos provar nada, OK?

E agora, quem foi o gajo que me disse que o filme era bom, que é para eu ter uma conversinha com ele?

Ai, que eu nem quero imaginar o Rambo 4...

112

Nesta altura em que tanto se fala do serviço nacional de urgências, também eu vos vou contar a minha experiência quando precisei deles.

Poupando-vos a pormenores, depois da mais tortuosa queda de bicicleta da minha vida, levei as mãos aos punhos da dita, para me levantar.

A minha mão esquerda foi ter ao guiador.

A minha mão direita foi ter à minha perna.

O guiador estava lá dentro.

Depois de puxar o punho da bicicleta para fora e de gritar desalmadamente, consegui alcançar o telemóvel e, em estado de choque, marcar o 112.

- Sim? Eu caí de bicicleta e espetei o guiador na perna!

- Calma, onde é que você está?

- Estou em XXXXXXXXXXX.

- E o que é que lhe aconteceu?

- Caí de bicicleta e espetei o guiador na perna!

- E agora, precisa de uma ambulância, é?

Já me fizeram perguntas parvas...

Mas esta bateu todos os recordes.

Tal foi a surpresa de receber a pergunta que o meu cérebro ponderou a possibilidade e a minha boca proferiu as seguintes palavras:

- Deixe-me ver como é que eu estou...

Fiz uma força descomunal, como faria nas semanas seguintes para o mais pequeno dos gestos, levantei um pouco a cabeça e o tronco, olhei para a minha perna e tornei a ver, na minha perna, junto à virilha, um buraco do diâmetro do punho da bicicleta, tão profundo que o Sol de uma tarde de Verão não iluminava o suficiente para que lhe pudesse ver o fundo.

Dali eu não saía. Dali eu não me mexia.

Deixei-me cair para trás.

- Estou? Estou?

Do outro lado, a chamada tinha sido desligada, provavelmente porque alguém achou que se tratava de uma chamada falsa, e do meu lado, um jovem de 20 e poucos anos, em estado de choque, nem sequer tinha a ideia de tentar ligar outra vez e se esvaía em sangue numa estrada deserta.

Valeu-me um homem que conduzia a sua carrinha por aquela estrada para fugir ao trânsito.

Parou, saíu, levantou-me, meteu-me na carrinha e arrancou como um louco em direcção ao hospital.

Era uma Quinta-feira.

Friday, February 01, 2008

Fim de semana alucinante

O fim de semana ainda nem começou, mas quase aposto que vai ser alucinante.

4 cidades em 4 dias?

2 países?

Distância mínima entre cidades de 150 quilómetros, distância máxima de 2,000 quilómetros?

E cá vou eu...